Após a ruptura, um casal convida parentes e amigos para celebrar mais este momento de passagem. A documentação audiovisiual desse acontecimento se desdobra numa experiência cênica que trânsita entre o pessoal e o impessoal, a ficção e a realidade, o teatro e o documentário.

Festa de Separação

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25 de mai. de 2010

NovaTemporada no Rio de Janeiro

22 de jan. de 2010

Reestréia de "Festa de Separação: um documentário cênico"

A partir do dia 06 de fevereiro voltamos em cartaz no Teatro Imprensa aos sábados às 21hs e aos domingos às 19hs. Curta temporada com ingressos populares (1 lata de leite em pó).
16 de out. de 2009

Clique aqui e ouça músicas que estão na 'Festa de Separação: um documentário cênico'

(clicar no player ao lado direito do site para ouvir as músicas)
22 de jun. de 2009
« Para um documentarista, a realidade que interessa é aquela construída pela imaginação autoral »
João Moreira Sales
19 de jun. de 2009

Trecho da palestra do professor Júlio Groppa Aquino

“Todos queremos, todos parecemos querer, pelo menos a classe média, a classe média para cima, e talvez não só, mas todos parecemos querer amores hollywoodianos. Nós não queremos amores simples, nós não queremos amores Atlântida, amores Vera Cruz. Nós exigimos amores hollywoodianos, intensíssimos, que nos arrebatem indiscriminadamente. Eu chego a entender isso como uma espécie de regime de verdade e que aponta para uma espécie de estatização do privado. Na medida em que a gente, em que todos nós passamos a querer a mesma coisa, nada de singular há nisso, não é? Então, isso remete a uma idéia pouco elegante mas que me parece correta: que nós estamos vivendo subjetividades de manada”.

"Razão e Emoção" por Evaldo Mocarzel

(...)Como a razão entra no amor? O que é racional e o que é emocional? Para mim, pensar e sentir é a mesma coisa, aliás, como escreveu Clarice Lispector. Fernando Pessoa escreveu que não sentia com o coração, mas com a imaginação. O "fato" é que fiquei pensando sobre o papel e o desempenho da chamada razão no campo amoroso. Racionalmente, o que é o amor? Talvez um encontro de duas animalidades carentes e vertendo símbolos o tempo todo. Devaneando no sofá, fiquei pensando nessa coisa de que somos feitos, lembrando o bardo Shakespeare, da mesma matéria dos sonhos. O amor é uma espécie de encontro em sintonia fina de duas animalidades de símbolos e sonhos e tantas idealizações dos nossos pais. Vejo isso no que deposito sobre os meus filhos, tantos e tantos ideais de perfeição. Vejo isso no olhar marejado da mãe da Jana naquela tarde de domingo, matizado de sonhos e idealizações para cada uma das filhas. O que somos nós, afinal? O que somos nós, seres humanos? O topo de uma cadeia animal evolutiva, ou um vírus do espaço, que não tem nada a ver com essa mesma cadeia animal? Como conjugar duas animalidades de signos, símbolos, frutos de sonhos e idealizações que nossos pais e toda uma civilização deposita sobre nós? Tudo isso fervilha nas nossas sensações, num único arrepio que eriça a nossa pele. Carl Jung escreveu que os arquétipos são imagens sem forma que fervilham no fundo das nossas retinas e dos nossos neurônios. Imagens que foram perdendo a forma e se tornaram acho que sensações, ondulações nas nossas peles, nos nossos arrepios, nas nossas lágrimas, nos nossos soluços, nos nossos gestos mais involuntários, entre outras tantas sensações que são espasmos de sensorialidade, mas guardam incontáveis narrativas (pessoais e civilizacionais), imagens-narrativa, na acepção barthesiana, que fervilham e transitam pelos nossos corpos na velocidade da luz(...)

(trecho de um email escrito por Evaldo Mocarzel, documentarista e colaborador, durante o processo)
8 de jun. de 2009

Amor Líquido

"Este livro é dedicado aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno." Zygmunt Bauman, Amor Líquido - sobre a fragilidade dos laços humano.